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[domingo, março 18, 2007]
" Vivo nas estrelas, porquê é lá que brilha a minha alma." - Manoel Bandeira
Saudações!
Pois é.. depois de muito tempo eu to aqui de volta não é mesmo? Mas dessa vez eu to aqui so pra dizer uma coisinha: Valeu a pena.. eee.. valeu a pena, eee!!! uhauahuahauhauh
Ai ai... esses ultimos dias valeram muito a pena. Comprei uma saia muito perfeita! Futilidade? Talvez =/ Mas a questao é que tudo meu é assim: eu olho, gosto e levo.. porque se eu ficar no mais ou menos é sinal de que eu não quero! Loucura? Fato!! heheheh
Então eu fui ver o "Passado"! E não foi nada do que eu esperava...! Ha quatro anos atras, quando eu o vi, ah foi perfeito.. perdi a noção do tempo, do espaço, de tudo... e dessa vez?
" - Querido, o filme esta acabando..." " - Não ta não...Falta muito ainda..." " - Não falta não..Eu to vendo... Olha os créditos subindo...!!"
Pois eh.. depois de falta de coragem ou excesso de principios... Eis que o fim da minha noite se deu olhando pra Mãe Lua, reclamando dos homens com a Gangrel e comendo sorvete. Tão cliche isso neh? Mas é a vida..!!
Ah desmarquei com o Vitor pela segunda vez hoje. =[ Ansiosa pra ve-lo? Fato.. so que da 1a vez, médico.. e da segunda? Falta de dinheiro mesmo!! =/
Rodizio com minha prima, minha cunhada e meu mano: tanto maluco junto nao da certo ne!? Resultado, nos 3 voltando do Recreio (onde minha prima mora) as 3:30h da manha. Conversa boa.. deu pra expor opinioes... sobre o que: espiritos, religiao, reincarnaçao, rave, pais, faculdade, emprego, casa, pessoas, amigos...
E Ele? Ah.. eu nem quero falar dele. To meio decepcionada, sei la....

E hoje finalmente, mais uma parte do conto!! =] "Nem tudo eram flores para uma mulher naquela época. Ainda mais, para mulheres que viviam em nossa situação. Logo meu pai começou a se incomodar com minhas idas a igreja, dizia que eu podia rezar em casa que teria o mesmo efeito. Eu estranhava que meus amigos não fossem a nenhum dos eventos que aconteciam durante o dia e mal freqüentavam os que aconteciam à noite. Mas em minha ingenuidade eu achava que eram reclusos apenas. Não demorou muito para que os encantos de Nathan tomassem onta do meu coração. Já fazia sete meses que meu noivo havia partido e eu rezava para que não retornasse. Logo Joseph descobriu nossa amizade. Ele chegou a conversar comigo sobre os dois. Dizia que eles não eram tão boa gente, mas eu afirmava tê-los conhecido na igreja. Depois de algum tempo, ele começou a exigir mais do que olhares para que eu pudesse entrar na biblioteca. Eram indiretas bem sutis. Ele me abraçava, me fazia beijá-lo no rosto, dizia que ali eu podia ficar a vontade, que podia tirar o xale que eu usava sobre o decote, entre outras coisas. Nessa época, ele começou a andar mancando. Disse que era um sacrifício feito em nome do “Senhor”. Eu já não entendia mais que “Senhor” era esse que permitia tais fatos. Já não era mais católica. Havia me tornado um meio termo de religiões. E havia começado a praticar magia de todos os tipos, mas continuava freqüentando a casa Dele. Naquela manhã sonhei que estava num caixão. Acordei assustada e minha mãe sentada em minha cama, bordava um delicado véu. - Ele está chegando. - Quem, mamãe? - Gerard. Deve chegar amanhã. E seu casamento será daqui a uma semana. Temos pouco tempo para terminar o enxoval. O desespero que senti naquele momento foi sem igual. O que seria de mim agora? E se ele resolvesse voltar para a capital? Eu nunca mais veria aqueles doces e profundos olhos verdes que me hipnotizavam. - Sorria Sophia. Seu pai virá contar-lhe a boa nova. – disse seria ainda olhando para o bordado. – Sorria sempre. Mesmo que doa. Eu precisava sair dali. Algum daqueles feitiços do livro tinha que me ajudar. Durante o desjejum meu pai já falava incessantemente no assunto. As palavras dele me feriam por dentro, mas, seguindo os conselhos de minha mãe eu apenas sorria. À tarde eu fui para a igreja e comecei a procurar por alguma coisa que pudesse me ajudar. O desespero era tanto que nem vi o tempo passar. E logo, os brilhantes olhos verdes já me encaravam. - O que houve minha querida? Parece que você viu uma assombração... - Existe uma coisa que eu não contei a vocês... – balbuciei – Mas onde está Anthony? - Ele virá mais tarde... – rodeando a mesa e posicionando-se atrás de mim. – Mas você sabe que pode confiar em mim. Não é Sophia? - Sim... Eu sei – ainda hesitante - Meu noivo vai chegar. Meu casamento será no fim de semana. - Parece que temos um problema dos grandes em nossas mãos... - A voz de Anthony, que acabara de chegar, ecoou por toda a biblioteca. – Mas a questão é, você quer se casar Sophia? - Não. Quero continuar meus estudos com vocês, mas infelizmente, como toda mulher deste tempo, eu não tenho escolha! - Mas você sempre pode ficar conosco. – disse Nathan em meu ouvido, como se quisesse que só eu ouvisse. - Não vejo como. Meu pai virá me buscar. Ele nunca permitiria isso. - Tolice. – Anthony se aproximou rápido e segurou minhas mãos me encarando profundamente – Você quer ficar conosco ou não? Eu não queria perder Nathan e também não suportaria viver submissa àquele homem que se parecia tanto com meu pai. Tinha medo de me tornar uma morta viva como minha mãe. Não podia voltar pra escuridão uma vez que tinha visto um mundo inteiro naqueles livros, naqueles olhos brilhantes. - Eu quero. - Nathan, va preparar o quarto de Sophia. - Mas eu pensei que...? – relutou Nathan. - Vá agora. – Anthony disse firmemente, ainda sem tirar os olhos dos meus. Eu me sentia tão hipnotizada que nem quase não percebi a saída relutante de Nathan. - Feche os olhos minha querida... Não vai doer nada! Fechei meus olhos e minha mente se ocupava de diversos pensamentos ao mesmo tempo, mas mesmo assim me sentia desatenta. Não sabia muito bem o que estava pra acontecer. Pensava apenas que qualquer coisa seria melhor do que o assassinato da minha alma que aconteceria naquele casamento. As sensações e emoções sentidas ali eram tão intensas que eu quase perdi a consciência. Perdi o controle do meu corpo, mente e alma. Nem mesmo sei como consegui chegar em casa naquela noite. Meu pai me esperava ainda acordado. Já havia passado da hora do jantar. Na verdade já era de madrugada. Ele falava muitas coisas, mas eu quase não podia compreender, pois o êxtase ainda estava percorrendo meu corpo, e o susto era tanto que eu quase não raciocinava. Lembro-me de ele ter dito que foi a igreja e eu não estava lá. E depois apenas me xingava, enquanto eu só olhava pra ele e pra minha mãe, que sentada no sofá bordava alguma coisa. Ela só ergueu os olhos pra mim quando, com um tapa, meu pai me lançou ao chão. Somente assim eu voltei a mim. Meus olhos marejados buscavam algum consolo naquela mulher que eu chamava de mãe, porem ela olhou pra mim uma única vez, enquanto ele continuava a me bater. Ele me pegava pelo braço e me lançava contra as paredes e moveis enquanto suas palavras chulas feriam minha honra. Palavra que eu nunca vou esquecer, mas que não devem ser repetidas por ninguém, e para ninguém. Quando se cansou de tanta violência e percebeu que eu já estava ferida o suficiente ele me levou ao meu quarto. Lançou-me sobre a cama e começou a revirar minhas coisas, jogando-as sobre mim. Enquanto eu tentava em vão me proteger, ele abriu o baú e encontrou. Folheou o livro e olhou pra mim com tanto ódio que nem parecia ser meu pai. Eu rezava mentalmente para que um milagre acontecesse, mas, seus gritos me desconcentravam. Seus gritos de horror eram tão altos que toda a vizinhança já devia saber que eu era bruxa. Depois de me bater ainda mais, ele trancou-me no quarto. Sem velas, sem nada. Meu corpo doía e tudo aquilo me parecia um pesadelo do qual eu só queria acordar o mais rápido possível."
Sophia de Mont'matre
* Ao som de Fall out boy - This ain't a scene, it's an arms race
por Obscuri Nimbus * 3:43 PM
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